Alcoólicos Anônimos

Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham entre si sua experiência, força e esperança, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.

O único requisito para torna-se membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. não há necessidade de pagar taxas nem mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições.

A.A. não está ligado a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição, não deseja entrar em nenhuma controvérsia; não apóia nem combate qualquer causa.

Nosso propósito primordial é o de manter-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.

Bill e Bob

Os Alcoólicos Anónimos são uma irmandade de homens e mulheres que tem proporcionado a milhões de pessoas uma maneira de recuperarem do alcoolismo, em todo o mundo. A sua filosofia, os seus princípios, os 12 Passos e as 12 Tradições providenciam um modelo e o protótipo para muitos grupos de inter ajuda. Aqueles grupos de inter-ajuda que se auto intitulam de anónimos e que aplicam os 12 passos vêem o AA como o grupo fundador.
Existem muitos factores que influenciaram o AA no seu inicio de seguida iremos mencionar alguns.

Nos finais dos anos 20, Bill Wilson, mais tarde um dos co-fundadores do AA, depois de lutar contra o álcool durante anos foi visitado por um dos seus colegas dos “copos”, chamado Ebby Thatcher, que lhe disse que tinha conseguido ficar sóbrio, utilizando a religião – grupo de Oxford. Ebby Thatcher, por sua vez tinha recebido ajuda de Rowland H. que anteriormente tinha sido classificado, pelo famoso psiquiatra suíço Carl Jung, como um caso sem solução. De qualquer forma, Dr Jung afirmou que ocasionalmente tinha observado algumas pessoas a conseguirem ser salvos por um milagre religioso. Rowland H. nesta altura fazia parte do grupo de Oxford, grupo denominado de evangélico que procurava o espírito do cristianismo do século XX. Ficou sóbrio e tentava ajudar outros alcoólicos utilizando os princípios/valores do movimento religioso, que mais tarde se tornaram a fundação para o desenvolvimento da recuperação dos AA. Alguns desses princípios davam ênfase auto-avaliação, confissão, recompensa, dar a si mesmo através da ajuda aos outros.

Bill Wilson conseguiu permanecer sóbrio durante alguns meses frequentando os grupos de Oxford e tentando ajudar outros alcoólicos.
Foi mais tarde em Maio de 1935, em Akron, Ohio, EUA que Bill conheceu Dr. Robert H. Smith, mais conhecido entre os membros de AA, como Dr. Bob, outro dos co-fundadores do AA. Nessa noite de Maio, Bill desejando beber, telefonou para um dos homens do clero de Oxford, onde manifestou o desejo muito forte de ajudar outro alcoólico onde este o encaminhou para o Dr. Bob.

Era esperado que aquela reunião tivesse a duração de quinze minutos, quando finalmente tinha terminado, tinham passado ambos a conversar quatro horas. O que impressionou Dr. Bob foi que Bill também sofria do mesmo problema e mais importante ainda, que Bill precisava tanto de si como Bob precisava de Bill. Isto aconteceu no dia 10 de Junho de 1935 e em que Dr. Bob ingeriu pela ultima vez bebidas alcoólicas. Este dia é celebrado como o dia do aniversario dos AA.

1879 – Nasce Robert Holbrook “Dr Bob” Smith a 8 de Agosto, Vermont, EUA.

1895 – Nasce William Grifith Wilson “Bill” a 26 de Novembro, Vermont, EUA.

1915 – Dr. Bob casa com Anne Ripley a 25 de Janeiro.

1918 – Bill casa com Lois Burham a 24 de Janeiro.

As esposas, Lois e Anne, tornaram-se vitais para o desenvolvimento do programa dos 12 passos pelo apoio que proporcionaram aos seus maridos e pelas suas contribuições para o movimento que mais tarde viria a ser conhecido pelo Al-Anon (recuperação para a família).

1933 – Dr. Bob começa a frequentar o grupo de Oxford para lidar com o seu alcoolismo. Apesar da orientação espiritual do denominado movimento cristão, ele continua a beber. Nesta altura, Bill dá entrada no Towns Hospital, em Nova Iorque, pela primeira vez onde o Dr William Silkworth o informa de que o alcoolismo, é como um tipo de alergia ao álcool. Nesta altura Bill pensa que esta curado.

1934 – Em 11 de Dezembro, Bill toma a sua ultima bebida. È admitido novamente no Towns Hospital, em Nova Iorque, mas desta vez ele afirma ter tido uma experiência espiritual durante a sua estadia neste hospital. Dr. Silkworth diz-lhe “Agarra-te a isso”. Bill e Lois começam a frequentar o grupo de Oxford. Bill W., nos cinco meses seguintes, envolve-se com dezenas de alcoólicos procurando ajudar e nenhum deles permanece sóbrio – mas Bill consegue.

1935 – 12 de Maio. O primeiro encontro entre Bill e Dr. Bob em Akron, Ohio, EUA, que em principio ia demorar quinze minutos, de facto dura quatro horas. O dia 10 de Junho é reconhecido como o dia de aniversario dos Alcoólicos Anónimos. Nesta altura, a classe medica, nos EUA, começavam seriamente a questionar o seu trabalho sobre os alcoólicos por causa de a taxa de sucesso no tratamento ser muito baixa.

1939 – Em Abril, é publicado o livro dos A.A., mais conhecido como o “Big Book”. È uma compilação pratica dos primeiros 100 membros na qual já se encontra a primeira mulher no A.A.. Dois dias depois, Hitler invade a Polónia, interferindo no desenvolvimento de A.A., enquanto o mundo se prepara para a guerra.
Também neste ano, Florence R. é a primeira mulher a tornar-se membro do AA. Ela opõe-se ao titulo escolhido no Big Book “ One Hundred Men”.

1940 – Nesta altura, Lois W. decide, que tal como o marido precisa de ajuda, também ela precisa de fazer algo. Nesta altura, as famílias reuniam-se com os alcoólicos desde 1935. Foi a partir desta data que começaram a efectuar reuniões abertas e reuniões fechadas.

1944 – Marty Mann, a primeira mulher a alcançar uma sobriedade prolongada dentro dos AA, foi também um dos membros a fundar National Committe for Education on Alcoholism.

1950 – Em Julho tem lugar em Cleveland, Ohio a 1ª Convenção Internacional de AA. As 12 tradições são aceites. Depois de uma década de experiências, com este tipo de organização, as tradições são desenvolvidas. Em Novembro, Dr. Bob morre de crancro.

1951 – O Al-Anon é fundado e criado o escritórios em Nova Iorque.

1953 – A partir de 17 de Agosto começa o movimento dos Narcóticos Anónimos. A primeira reunião foi realizada no sul da Califórnia conhecida pela reunião de “Narcóticos Anónimos e Alcoólicos Anónimos do Vale de San Fernando”. Um dos membros fundadores chama-se Jimmy Kinnon, mais conhecido por Jimmy K. Um dos autores do símbolo de Narcóticos Anónimos. Este pioneiro da organização foi membro de N.A. durante 36 anos mantendo-se abstinente e em recuperação através de N.A. Houve outras adictos que também participaram no movimento, conhecidos como; Frank e Doris C., Paul R., Steve R. e outros. A primeira reunião documentada aconteceu em 5 de Outubro. Os 12 passos e as 12 tradições de AA são escritas e publicadas com a participação de Bill W.

1956 – Primeira publicação, intitulada de Narcóticos Anónimos, constava de um folheto informativo de oito paginas, contendo 20 perguntas, uma sinopse do programa de NA (os Doze Passos) e os endereços dos grupos de Studio City e San Diego, na Califórnia.

1957 – Dia 13 de Setembro inicia a primeira reunião de Jogadores Anónimos. O Al-Alateen (jovens filhos de pais Alcoolicos) começa como parte integrante do Al-Alanon.

1960 – Em 19 de Janeiro começam os Overeaters Anónimos.

1962 – O livro Branco foi publicado a partir da primeira publicação de NA em 1956.

1971 – Em 24 de Janeiro, Bill W. morre de um efizema. A 6 de Julho começam os Emocionais Anónimos. Primeira convenção mundial de NA.

1972 – Abertura do Escritório Mundial de Serviço de NA (W.S.O.), em Los Angeles, Califórnia.

1975 – Foi redigida a The NA Tree, focando a estrutura de serviço que começava a ser implementada em NA.

1978 – Neste ano a mulher do presidente dos EUA, a Primeira Dama Betty Ford, inicia a sua recuperação em tratamento e mais tarde torna-se membro dos AA.

1979 – Inicio das reuniões dos Alcoólicos Anónimos, igreja do Corpo Santo, em Lisboa, Portugal.

1983 – Publicação mais completa e actualizada do Texto Básico, mais conhecida como Livro Azul.

1985 – Morre Jimmy K. pioneiro do movimento de Narcóticos Anónimos.

1986 – Inicio das reuniões de Narcóticos Anónimos em Lisboa, Portugal.

1988 – No dia 5 de Outubro Lois Burham morre.

1991 – Publicação do livro Azul de Narcóticos Anónimos em Português

Doze Passos

Consistem em um grupo de princípios, espirituais em sua natureza que, se praticados como um modo de vida, podem expulsar a obsessão pela bebida e permitir que o sofredor se torne íntegro, feliz e útil. Não são teorias abstratas; são baseadas na experiência dos êxitos e fracassos dos primeiros membros de A.A.

PRIMEIRO PASSO:
Admitimos que éramos impotentes perante o álcool - que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.

SEGUNDO PASSO:
Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.

TERCEIRO PASSO:
Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.

QUARTO PASSO:
Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

QUINTO PASSO:
Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.

SEXTO PASSO:
Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.

SÉTIMO PASSO:
Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.

OITAVO PASSO:
Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.

NONO PASSO:
Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.

DÉCIMO PASSO:
Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

DÉCIMO PRIMEIRO PASSO:
Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que o concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade.

DÉCIMO SEGUNDO PASSO:
Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

Doze Conceitos

Os "Doze Conceitos para Serviços Mundiais", descritos aqui, são uma interpretação da estrutura de serviços mundiais de A.A. Eles mostram a evolução pela qual passaram, chegando à sua forma atual, e detalham as experiências e razões sobre as quais as nossas operações se apóiam hoje. Estes Conceitos, portanto, pretendem registrar o "porquê" da nossa estrutura de serviço, de tal maneira que a valiosa experiência do passado e as lições que tiramos dessa experiência nunca devam ser esquecidas ou perdidas.

PRIMEIRO CONCEITO
A responsabilidade final e a autoridade suprema pelos serviços mundiais de AA deveriam sempre residir na consciência coletiva de toda a nossa irmandade.

SEGUNDO CONCEITO
Quando, em 1955, os grupos de AA confirmaram a permanente ata de constituição da sua Conferência de Serviços Gerais, eles automaticamente delegaram à Conferência completa autoridade para a manutenção ativa dos nossos serviços mundiais e assim tornaram a Conferência - com exceção de qualquer mudança nas Doze Tradições ou no Artigo 12 da Ata da Constituição da Conferência - a verdadeira voz e a consciência efetiva de toda a nossa Sociedade.

TERCEIRO CONCEITO
Como um meio tradicional de criar e manter uma relação de trabalho claramente definida entre os grupos, a Conferência, a Junta de Serviços Gerais de AA e as suas diversas corporações de serviço, quadros de funcionários, comitês e executivos, assim assegurando as suas lideranças efetivas, É aqui sugerido que dotemos cada um desses elementos dos serviços mundiais com um tradicional "Direito de Decisão".

QUARTO CONCEITO
Através da estrutura de nossa Conferência, deveríamos manter em todos os níveis de responsabilidade um tradicional "Direito de Participação", tomando cuidado para que a cada setor ou grupo de nossos servidores mundiais seja concedido um voto representativo em proporção correspondente à responsabilidade que cada um deve ter.

QUINTO CONCEITO
Através de nossa estrutura de serviços mundiais, deveria prevalecer um tradicional "Direito de Apelação", assim nos assegurando de que a opinião da minoria seja ouvida e de que as petições para a reparação de queixas pessoais sejam cuidadosamente consideradas.

SEXTO CONCEITO
Em benefício de AA como um todo, a nossa Conferência de Serviços Gerais tem a principal responsabilidade de manter os nossos serviços mundiais e, tradicionalmente, tem a decisão final nos grandes assuntos de finanças e de normas de procedimento em geral. Mas a Conferência tambÉm reconhece que a principal iniciativa e a responsabilidade ativa, na maioria desses assuntos, deveria ser exercida principalmente pelos custódios, membros da Conferência, quando eles atuam entre si como Junta de Serviços Gerais de Alco—licos An™nimos.

SÉTIMO CONCEITO
A Conferência reconhece que a Ata de Constituição e os Estatutos da Junta de Serviços Gerais são instrumentos legais; que os custódios têm plenos poderes para administrar e conduzir todos os assuntos dos serviços mundiais de Alcoólicos Anônimos. Além do mais É entendido que a Ata de Constituição da Conferência não É por si só um do***ento legal, mas pelo contrário, ela depende da força da tradição e do poder da bolsa de AA para efetivar sua finalidade.

OITAVO CONCEITO
Os custódios da Junta de Serviços Gerais atuam em duas atividades principais: (a) com relação aos amplos assuntos de normas de procedimentos e finanças em geral, eles são os principais planejadores e administradores. Eles e os seus principais comitês dirigem diretamente esses assuntos; (b) mas com relação aos nossos serviços, constantemente ativos e incorporados separadamente, a relação dos custódios é, principalmente, aquela de direito de propriedade total e de supervisão de custódia que exercem atravÉs da sua capacidade de eleger todos os diretores dessas entidades.

NONO CONCEITO
Bons líderes de serviço, bem como mÉtodos sólidos e adequados para a sua escolha são, em todos os níveis, indispensáveis para o nosso funcionamento e segurança no futuro. A liderança principal dos serviços mundiais, antes exercida pelos fundadores de AA, deve, necessariamente, ser assumida pelos custódios da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos An™nimos.

DÉCIMO CONCEITO
Toda a responsabilidade final de serviço deveria corresponder a uma autoridade de serviço equivalente - a extensão de tal autoridade deve ser sempre bem definida, seja por tradição, por resolução, por descrição específica de função, ou por atas de constituição e estatutos adequados.

DÉCIMO PRIMEIRO CONCEITO
Enquanto os custódios tiverem a responsabilidade final pela administração dos serviços mundiais de AA; eles deverão ter sempre a melhor assistência possível dos comitês permanentes, diretores de serviços incorporados, executivos, quadros de funcionários e consultores. Portanto, a composição desses comitês subordinados e juntas de serviço, as qualificações pessoais dos seus membros, o modo como foram introduzidos dentro do serviço, os seus sistemas de revezamento, a maneira como eles são relacionados uns com os outros, os direitos e deveres especiais dos nossos executivos, quadros de funcionários e consultores, bem como uma base própria para a remuneração desses trabalhadores especiais, serão sempre assuntos para muita atenção e cuidado.

DÉCIMO SEGUNDO CONCEITO
As Garantias Gerais da Conferência: em todos os seus procedimentos, a Conferência de Serviços Gerais observará o espírito das Tradições de AA, tomando muito cuidado para que a Conferência nunca se torne sede de riqueza ou poder perigosos; que suficientes fundos para as operações mais uma ampla reserva sejam o seu prudente princípio financeiro; que nenhum dos membros da Conferência nunca seja colocado em posição de autoridade absoluta sobre qualquer um dos outros; que todas as decisões sejam tomadas atravÉs de discussão, votação e, sempre que possível, por substancial unaminidade; que nenhuma ação da Conferência seja jamais pessoalmente punitiva ou uma incitação à controvÉrsia pœblica; que, embora a Conferência preste serviço a Alcoólicos Anônimos, ela nunca desempenhe qualquer ato de governo e que, da mesma forma que a Sociedade de Alcoólicos Anônimos a que serve, a Conferência permaneça sempre democrática em pensamento e ação.

Doze Tradições

Durante sua primeira década, Alcoólicos Anônimos acumulou uma experiência substancial que indicava que certos princípios e atitudes em nível de Grupo tinham grande valor para assegurar a sobrevivência da estrutura da Irmandade.

Em 1946, os co-fundadores e outros membros pioneiros condensaram esses princípios e os puseram por escrito na revista internacional de A.A., A.A. Grapevine, sob o título de AS DOZE TRADIÇÕES DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, as quais foram aceitas pela Irmandade e aprovadas plenamente na Convenção Internacional de Cleveland, Ohio, em 1950.

As Doze Tradições de AA dizem respeito à vida da própria Irmandade. Delineiam os meios pelos quais A.A. mantém sua unidade e se relaciona com o mundo exterior e a sua forma de viver e desenvolver-se.

Eis as Doze Tradições que nos mantém unidos à despeito das diferenças legais e culturais que existem nos mais de cento e cinqüenta Países onde a irmandade de Alcoólicos Anônimos está presente. Ainda que as Doze Tradições n‹o sejam obrigatórias para nenhum membro ou Grupo de A.A., a maioria deles as adotam como base para ampliar as relações internas e públicas da Irmandade.

PRIMEIRA TRADIÇÃO
Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar; a reabilitação individual depende da unidade de A.A.

SEGUNDA TRADIÇÃO
Somente uma autoridade preside, em última análise, o nosso propósito comum - um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência coletiva. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; não têm poderes para governar.

TERCEIRA TRADIÇÃO
Para ser membro de A.A., oúnico requisito é o desejo de parar de beber.

QUARTA TRADIÇÃO
Cada Grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros Grupos ou a A.A. em seu conjunto.

QUINTA TRADIÇÃO
Cada Grupo é animado de um único propósito primordial - o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.

SEXTA TRADIÇÃO
Nenhum Grupo de A.A. deverá jamais sancionar, financiar ou emprestar o nome de A.A. a qualquer sociedade parecida ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio n‹o nos afastem de nosso propósito primordial.

SÉTIMA TRADIÇÃO
Todos os Grupos de A.A. deverão ser absolutamente auto-suficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.

OITAVA TRADIÇÃO
Alcoólicos Anônimos deverá manter-se sempre não-profissional, embora nossos centros de serviços possam contratar funcionários especializados.

NONA TRADIÇÃO
A.A. jamais deverá organizar-se como tal; podemos, porém, criar juntas ou comitês de serviço diretamente responsáveis perante àqueles a quem prestam serviços.

DÉCIMA TRADIÇÃO
Alcoólicos Anônimos n‹o opina sobre quest›es alheias à Irmandade; portanto, o nome de A.A. jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.

DÉCIMA PRIMEIRA TRADIÇÃO
Nossas relações com o público baseiam-se na atração em vez da promoção; cabe-nos sempre preservar o anonimato pessoal na imprensa, no rádio e em filmes.

DÉCIMA SEGUNDA TRADIÇÃO
O anonimato é o alicerce espiritual das nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.

Como Funciona

Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente nosso caminho.

Os que não se recuperam são pessoas que não conseguem ou não querem se entregar por completo a este programa simples, em geral homens e mulheres que, por natureza, são incapazes de ser honestos consigo mesmos.

Existem pessoas assim. Não é culpa sua, parecem ter nascido assim. São naturalmente incapazes de aceitar e desenvolver um modo de vida que requeira total honestidade. Suas chances são inferiores à média.

Existem, também, as que sofrem de graves distúrbios mentais e emocionais, mas muitas delas se recuperam, se tiverem a capacidade de serem honestas.

Nossas histórias revelam, de uma forma geral, como costumávamos ser, o que aconteceu e como somos agora. Se você chegou à conclusão de que quer o que nós temos e deseja fazer todo o possível para obtê-lo, então está pronto para dar alguns passos.

Diante de alguns, nós recuamos. Achamos que poderíamos encontrar um modo mais fácil e mais cômodo. Mas não conseguimos. Com toda a veemência a que somos capazes, pedimos que você seja corajoso e cuidadoso, desde o início. Alguns de nós tentamos nos agarrar a nossas velhas idéias e o resultado foi nulo, até que nos rendemos incondicionalmente. Lembre-se de que estamos lidando com o álcool - traiçoeiro, desconcertante, poderoso!

Sem ajuda, é demais para nós. Mas há Alguém que tem todo o poder - este Alguém é Deus. Que você possa encontrá-lo agora!

Recém Ingressados

Para quem encaminha pessoas para A.A.

Estas informações são tanto para pessoas que acreditam que tem problemas com a bebida como para aqueles que convivem com quem tem, ou acreditam que tenham problema. Muitas destas informações estão disponíveis em maiores detalhes na literatura publicada de A.A. Este resumo conta o que se espera de Alcoólicos Anônimos. Ele descreve o que A.A. é, O que A.A. faz, e o que A.A. não faz.

O que é A.A.?

Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.

O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber.
Para ser membro de A.A. não há taxas ou mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições.

A.A. não está ligada a nenhuma seita ou religião, nenhum partido político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apóia nem combate quaisquer causas.Nosso propósito primordial é manter-nos sóbrio e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.

Simplicidade de propósito e outros problemas além do alcoolismo.

Alcoolismo e droga adicção são freqüentemente abordados como "Abuso de Substancias" ou "Dependência Química". Alcoólicos e não-alcoólicos, são então, encorajados e freqüentar as reuniões de A.A. Qualquer um pode estar presente numa reunião aberta de A.A. Mas somente aqueles que realmente tem problemas com a bebida pode participar de reuniões fechadas ou ingressar em A.A. como membro. Pessoas com problemas outros que o alcoolismo são aceitos como membros de A.A. se tiverem problemas com a bebida.

O que A.A. faz?

1. Membros de A.A. dividem suas experiências com qualquer um que procure ajuda com problemas de alcoolismo; eles dão depoimento cara a cara em reuniões ou apadrinhando o alcoólico recém chegado em A.A.
2. O programa de A.A. é proposto em Doze Passos, que proporciona ao alcoólico uma maneira de desenvolver satisfatoriamente a vida sem o álcool.
3. Este programa é apresentado nas reuniões de grupo de A.A.

a. reuniões abertas
b. temáticas abertas
c. reuniões fechadas
d. reuniões de passos
e. reuniões em instituições e clínicas
f. reuniões de C.T.O.

O que A.A. não faz.

Recrutar membros, ou tentar aliciar alguém para juntar-se ao A.A.
Manter registro de seus membros ou de suas histórias.
Acompanhar ou tentar controlar seus membros.
Fazer diagnósticos ou prognósticos clínicos ou psicológicos.
Providenciar hospitalização, medicamentos ou tratamento psiquiátrico.
Fornecer alojamento, alimentação, roupas, emprego, dinheiro ou outros serviços semelhantes.
Fornecer aconselhamento familiar ou profissional.
Participar de pesquisas ou patrociná-las.
Filiar-se a entidades sociais (embora muitos membros e servidores cooperem com elas).
Oferecer serviços religiosos.
Participar de qualquer controvérsia sobre álcool ou outros assuntos.
Aceitar dinheiro pelos seus serviços ou contribuições de fontes não A.A..
Fornecer cartas de recomendação a juntas de livramento condicional, advogados, oficiais de justiça, escolas, empresas, entidades sociais ou quaisquer outras organizações ou instituições.

Conclusão

O propósito primordial de A.A. é de levar a mensagem ao alcoólico que sofre pela bebida.

AA e Religião

Embora não adotando nenhuma religião em particular, a Irmandade de Alcoólicos Anônimos assimilou e incorporou aos seus princípios básicos, alguns dos ensinamentos espirituais e morais, comuns a todas as denominações religiosas.

Profunda, gratificante, e sobretudo inspiradora, foi a assistência recebida pelos co-fundadores de A.A. de parte do Padre Ed. Dowling, da Ordem Jesuíta de St. Lous, e do Clérigo Episcopal Sam Shoemaker, tido como o principal inspirador dos Doze Passos de A.A.

Em todos os países onde se instalaram grupos de A.A., a Irmandade tem encontrado estímulo e apoio por parte dos líderes religiosos locais, independentemente da religião predominante em qualquer desses países. A essa regra geral não foge o Brasil, onde até mesmo a grande maioria dos grupos está instalada em salões paroquiais, predominando, como é natural, os pertencentes às igrejas católicas.

Política Financeira

Ao longo dos anos, Alcoólicos Anônimos tem afirmado e reforçado a Tradição de ser completamente auto-suficiente e de não solicitar ou aceitar contribuições de pessoas ou entidades não-AAs. As contribuições que chegarem ao ESG provenientes de fontes alheias serão devolvidas ao remetente com uma nota que explicará a posição de A.A. com respeito à auto-suficiência.

A contribuição para a manutenção dos Órgãos de Serviços de Alcoólicos Anônimos que os membros, individualmente, podem fazer, limita-se à quantia de US$ 3.000,00 (três mil dólares) ao ano.

No Grupo, os gastos previstos para o aluguel do lugar das reuniões, para café e refrescos e para a literatura de A.A. são cobertos com dinheiro das contribuições espontâneas dos membros. A maioria dos Grupos reserva uma parte de sua coleta para contribuir na manutenção dos Órgãos de Serviços de A.A.

O plano de contribuição adotado atualmente é o 60% - 25% - 15%.

Todas as contribuições são voluntárias. Não é necessário pagar taxas ou mensalidades para ser membro de A.A. Todos os Grupos se beneficiam das atividades do ESG, ainda que nem todos contribuam para sua manutenção.

O dinheiro proveniente da venda de livros, livretes e folhetos aprovados pela Conferência de Serviços Gerais tem sido sempre um fator importante na manutenção dos serviços do ESG e muitas vezes tem assegurado a continuidade de tais serviços, em momentos em que as contribuições não são em quantidade suficiente para cobrí-los.

REUNIÕES

Todas as Segundas a partir das 19:00 até às 21:00

R. Manchester nº170 - Bairro Conforto Volta Redonda - RJ - CEP: 27260-610 nas dependências da Igreja Batista do Conforto

Tel: (024) 3342-6485 Cel: (021) 8753-8427             Mande um E.mail para nós!

Oração da Serenidade

Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessaria para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos, e sabedoria para distinguir uma das outras.

Dependências do AA

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